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Invasão por camponeses sem-terra nos 70 mil hectares da Fazenda Giacometti, a maior propriedade privada do Paraná. Paraná, Brasil, 1996.
Essa é só uma das muitas fotos do Sebastião Salgado, fotógrafo que aprendi a gostar na Faculdade, o link para o site dele está alí do lado.
“Deitado em berço esplêndido”
A grande área de terra agricultável brasileira tem sido abertamente abortada em vias da política econômica adotada atualmente, que fez incorporar em circunstâncias adversas do século XXI, o colonialismo português estabelecido cerca de cinco séculos atrás.
Isso remete a um passado desigual no que se diz respeito à questão fundiária, econômica e política brasileira, sendo os três intimamente ligados à uma elite com forte desapego social e majoritariamente dona de boa parcela das instituições nacionais.
No tocante à terra, vale ressaltar que foi esta, o artífice mestre no estabelecimento de classes sociais, definindo por si o estatus político e econômico do homem; e embora a sociedade atual esteja mais empenhada no desenvolvimento tecnológico, a terra ainda é sinônimo de prestígio.
Inserindo essa elite nos moldes modernos, prevalece a improdutividade da terra, que ora inutilizada, constitui uma parcela adicional nos 162,4% de solo morto no Brasil, garantidos pela política agrária brasileira.
A concentração de terras significa também uma concentração de domínios sobre recursos econômicos que constituem a forma de subsistência da população rural, já que quase ¼ da população está economicamente ativa no setor primário.
É preciso uma Reforma Agrária que deixe de existir apenas em papel, assegurada pela constituição, para que os grandes proprietários deixem de dominar a maior parte da terra utilizada ou utilizável (adoro esta colocação), para dar direito aos mais modestos de abandonarem as sobras, onde se comprimem (esta tb).
“Tem muita gente sem terra e tem muita terra sem gente”
1- dado segundo Atlas Fundiário Brasileiro (1996)
Escrito por nandarc às 11h07
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