Argos- uma nova panorâmica
  

                                    

 Cores estadunidenses - A multinacional Benetton é dona de mais de 900.000 hectares na Argentina. A maior parte de suas terras está localizada no sul, na Patagônia. Estas terras pertenciam aos povos originários que habitaram a Patagônia muito antes que a Benetton ou o Estado Argentino existissem. Algumas familias mapuches estão tratando de lutar, viver e trabalhar nessas terras. Elxs foram despejados pelo uso de força. Neste momento a Benetton está começando um processo judicial contra uma família mapuche que se nega a entregar sua terra ao Benetton Group.

revista: novae



 Escrito por nandarc às 20h30
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" O que conhecemos é ínfimo, o que ignoramos é vasto"  Pierre Simon Laplace.- sim, o Laplace lá da Matemática

Esse texto é bem bacana, eu li e vou tentar dar uma resumida.Não vou colocá-lo todo nessa mensagem, mas nas próximas vou aos poucos terminando pq ele é extenso. É do Frei Betto, que é um ótimo escritor e além disso tem uma história bem legal para quem se interessar. Esse foi publicado na revista Caros Amigos em novembro de 2002.

Educar para quê?

 A escola esquece a questão da subjetividade, uma das duas dimensões essenciais do ser humano

 (...) Cidadania X consumismo

(...)As emissoras são o melhor presente que umas poucas famílias podem receber desse Estado clientista, que privilegia determinados segmentos da sociedade. Até porque não se exige dessas famílias "donas" de canais de televisão, aquele mínimo que se espera em qualquer país decente, ou seja, a devolução aos cofres públicos de uma parte da fabulosa verba de publicidade. Imaginem se 10% dessas verbas fossem destinados à educação fundamental! Seria uma revolução, principalmente considerando que, das verbas destinadas ao ensino fundamental, apenas 8% do montante chegam ao segmento que representa os 20% mais pobres da população. Das verbas destinadas ao ensino superior, quase a metade vai para os 20% mais ricos da população.

É um funil às avessas. Ou se muda isso, modificando a política de orientação educacional deste país, ou continuaremos remando contra a maré e fazendo um trabalho inócuo, porque as forças contrárias são mais poderosas do que os nossos bons propósitos.(...)

(...)A televisão aberta exerce um papel deseducativo de desinformação e deformação das novas gerações brasileiras. Porque tem como prioridade fortalecer o mercado. O que rege a grade de programação da televisão é justamente, aquilo que dá ibope, porque significa maior contingente de consumidores.

Não importa se essa prioridade conquista fere princípios, parâmetros e elementos éticos que a família, a escola, a Igreja e a sociedade querem incutir nos jovens. (Importa aumentar o índice de consumo). Isso não seria tão grave se não houvesse um antagonismo. Não é uma competição, é mais do que isso – há um conflito ético entre a formação e a deformação de uma pessoa.

Uma pessoa não pode ser, simultaneamente, cidadã e consumista. Há um momento em que uma dessas dimensões é prioritária na sua vida. A publicidade sabe muito bem que, quanto mais culta uma pessoa – cultura é tudo aquilo que engrandece o nosso espírito e a nossa consciência – menos consumista ela tende a ser.(...)

A alquimia do entretenimento

A televisão aberta não trabalha visando favorecer a cultura, porque cultura cria discernimento crítico; ela trabalha com entretenimento, que esgarça os nossos princípios éticos. O que é entretenimento? É aquele conjunto de enlatados que vem dos EUA, filmes violentos, desenhos animados, programas humorísticos, etc. Em resumo, aquilo que vemos no domingo. Dia Nacional da Imbecilização Geral.(...)

(...) Todos os animais são contemporâneos de seu presente. São todos aqui e agora. Nós não só oscilamos em nível do consciente, como temos um grande risco na vida, que é o de não ser contemporâneo do próprio presente, como ensina, por exemplo, a tradição budista. Envelhecemos mais rapidamente quando vivemos na nostalgia do que passou, ou na ansiedade do que virá, e não somos capazes de ser presentes na atualidade. Por isso, gosto muito do poema que diz: “O passado passou / o futuro virá / mas isso, aqui e agora, / é de fato, um presente”. Porém é preciso saber curti-lo.

A diapasão da indústria do entretenimento é transformar o início da vida em sexualidade, pornografia; e o fim da vida, a morte, em violência. Ligam as duas coisas e eis o êxito, eis o crescimento do ibope, eis a formação de consumidores.

 

                                                                        

“Passaria o tempo necessário observando as ruas, as pessoas, as crenças e por que não o próprio universo regente de todas as coisas; poderia propor soluções teóricas e as provaria na prática através de suas observações pessoais”

Nanda – Trecho de “Argos”

 

 

 

 

 

 



 Escrito por nandarc às 15h01
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   Dúvidas mal esclarecidas e até hoje sem respostas...e claro, um país maravilhoso!!!

"E é por isso que seu compromisso é não ficar omisso e prestar atenção"    O Rappa  

De cara na apresentação já lancei uma discussão sobre comportamento social que foi parar em educação. São temas intimamente relacionados. Como falar na sociedade sem mencionar a sua instrução? É complicado estabelecer essa ligação sem dar foco simplesmente às questões sócio-econômicas, ou seja, fere dizer que nem mesmo a posição do indivíduo na sociedade molda sua consciência. Cresci na idéia de shopping, estética e Playboy, poucos dos meus amigos realmente se importavam com quetões que erroneamente deslocamos como não sendo de nosso interesse. Nunca estabeleci discursos fanáticos sobre política, desenvolvimento ou camada de ozônio, mas nunca deixei que as mudanças passassem pelos meus olhos sem me importar. Está tudo aí, forte e ameaçador, então é no mínimo inadmissível que as pessoas se fechem em sua própria ignorância do "Sabemos o que eles querem que saibamos." Outra coisa que me incomoda muito é o velho diálogo de que os jovens de hoje já não têm mais a mesma paixão pelo Brasil como antigamente. É verdade? Eu sinceramente não sei. Mas devemos levar em conta de que não temos culpa - não diretamente - de termos nascido em pleno ápice da Coca-Cola, da pizza e do All-Star; as coisas já vêm prontas e muito bem mascaradas de modo que nossos olhos absorveram todo esse comodismo. Cresce aí outra dúvida qu não quer calar : Por que não fazemos nada? E outra dúvida sem resposta. Eu não sei. Está tudo bem? Não, não está! Estamos evoluíndo? Acho que não. Ainda temos pontos isolados onde o idealismo perpetua. Tive a oportunidade de conhecer movimentos enquanto cursava faculdade na Unesp e valia a pena ver a coisa andar, dar certo, a noção de ordem, civilidade, democracia, valia realmente a pena. E vale!!!

Onde entra a educação? Acredito piamente que a base do fortalecimento humano seja a educação. E hoje, é fácil entender por que os menos favorecidos e por consegüinte -infelizmente- a maior parte da popualação brasileira, continuem no regime de palavras bonitas e promessas medonhas. O que se estabelece lá no alto é para eles, o melhor que se pode ter. E mesmo semi ou analfabetos, perdem na questão de mentalidade social para aqueles que dispõe de recursos para uma boa instrução e nada mais fazem que ficar às vistas com as máscaras e de braços cruzados diante da porta de entrada do Brasil. O que é isso minha gente?!

Fica então um apelo a todos aqueles que acreditam na mudança, independente de apologia política: Vamos evoluir enquanto sociedade, não vamos deixar as máscaras continuarem reinando, procure o seu lugar ao Sol para que a gente não assine a nossa fase na história simplesmente com a falta de coragem e comodismo!

                                        

 "Ouviram do Ipiranga as margens plácidas. De um povo o heróico brado retumbante"

 Um tempo atrás li esse pequeno artigo na net e acho que vale a pena ler:

HINO BRASILEIRO É O MAIS BONITO DO MUNDO

 O jornal britânico The Guardian sugeriu durante a copa do mundo que os ingleses acordassem mais cedo para assistir à partida entre Brasil e Inglaterra. O jornal disse também que, antes da partida que vai decidir a vaga nas semifinais da Copa, valia a pena prestar atenção no mais bonito hino nacional dentre as oito seleções nas quartas de final.

"O hino nacional brasileiro é um dos grandes legados do Brasil para a felicidade humana", diz o editorial do The Guardian. Segundo o jornal, o hino do Brasil é o mais divertido e musical de todo o mundo. "Ele expressa musicalmente o que Pelé e seus sucessores demonstram no campo de futebol".

O hino brasileiro é comparado, ainda, à Marselhesa. Para aumentar a provocação com os franceses, o jornal inglês ressalta que, enquanto o hino da França convoca seus cidadãos à luta, o do Brasil estimula o patriotismo através da exaltação de suas belezas naturais, como o formoso céu, os campos floridos e o som do mar. Para o The Guardian, a música é "um cenário da natureza para um belo futebol".

Ainda no editorial é lembrado que, após a vitória brasileira sobre a Bélgica, o Brasil Evening Standard publicou, simplesmente, a manchete " Brasil ! " em sua primeira página. "É difícil encontrar outro país cujo nome possa ser usado dessa forma, com a certeza de que os leitores iriam reagir com prazer e excitação".

Depois de tanta exaltação, o The Guardian ainda acrescenta que, se a partida fosse contra a Argentina, Itália, Alemanha ou França, a sensação entre os ingleses seria um misto de expectativa e medo. "Mas jogar contra o Brasil é simplesmente um prazer e uma honra", conclui o artigo.



 Escrito por nandarc às 21h45
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Mário de Andrade

Eu sou um escritor difícil
Que a muita gente enquisila,
Porém essa culpa é fácil
De se acabar de uma vez:
E só tirar a cortina
Que entra luz nesta escuridez.
A Costela de Grão Cão
 
Aos poucos vou inserindo aqui nesse espaço os meus personagens históricos, ou não - escritores, músicos, filósofos entre outros - favoritos. O primeiro é o Mário de Andrade, um escritor que eu ouso colocar entre meus favoritos. Um grande aspecto que temos em comum é o nacionalismo exacerbado. Sou tão quanto Mário, ou menos talvez, fã do Brasil, da nossa cultura em todos os gêneros. Aí outra coisa que aos poucos vou divulgando, meu amor pela literatura. Vou dar uma breve biografia do Mário, mas quem quer saber mais, os sites que eu indiquei aqui no blog em literatura falam tudo sobre ele. E se mesmo assim não encontrar tudo, vale a pena uma busca sobre o Mário de Andrade e claro, uma leitura de uma de suas obras, a minha preferida é Amar, Verbo Intransitivo.
 
 

Mário de Andrade (1893-1945)

Nascido em São Paulo no ano de 1893, Mário Raul de Morais Andrade começou sua carreira artística dedicando-se à arte musical: formado em Música no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, onde seria mais tarde professor de História de Música. Seu contato com a literatura começa também bem cedo, através de críticas de arte que Mário escrevia para jornais e revistas. Em 1917 publica seu primeiro livro, sob o pseudônimo de Mário Sobral: Há uma Gota de Sangue em Cada Poema. Um dos principais participantes da Semana de Arte Moderna em 1922, respirou como ninguém os ares do novo movimento, vindo a publicar Paulicéia Desvairada (1922), o primeiro livro de poesias do Modernismo. Lecionou por algum tempo na Universidade do Distrito Federal e exerceu vários cargos públicos ligados à cultura, de onde sobressaía sua faceta de importante pesquisador do folclore brasileiro (incorporando-o inclusive em suas obras). Teve ainda participação importante nas principais revistas de caráter Modernista: "Klaxon", "Estética", "Terra Roxa e Outras Terras". Vem a falecer no ano de 1945 em São Paulo, cidade que tanto amou e cantou, vítima de um ataque cardíaco

Bibliografia:

- Há uma gota de sangue em cada poema, 1917
- Paulicéia desvairada, 1922
- A escrava que não é Isaura, 1925
- Losango cáqui, 1926
- Primeiro andar, 1926
- A clã do jabuti, 1927
- Amar, verbo intransitivo, 1927
- Ensaios sobra a música brasileira, 1928
- Macunaíma, 1928
- Compêndio da história da música, 1929 (reescrito como Pequena 
  história da música brasileira, 1942)
- Modinhas imperiais, 1930
- Remate de males, 1930
- Música, doce música, 1933
- Belasarte, 1934
- O Aleijadinho de Álvares de Azevedo, 1935
- Lasar  Segall, 1935
- Música do Brasil, 1941
- Poesias, 1941
- O movimento modernista, 1942
- O baile das quatro artes, 1943
- Os filhos da Candinha, 1943
- Aspectos da literatura brasileira 1943 (alguns dos seus mais férteis  
  estudos literários estão aqui reunidos)
- O empalhador de passarinhos, 1944
- Lira paulistana, 1945
- O carro da miséria, 1947
- Contos novos, 1947
- O banquete, 1978
- Será o Benedito!, 1992

- Antologias:

- Obras completas, publicação iniciada em 1944, pela Livraria Martins Editora, de São Paulo, compreendendo 20 volumes.
- Poesias completas, 1955 
- Poesias completas, editora Martins - São Paulo, 1972


- Homenagens:

- Foi escolhido como Patrono da Cadeira n. 40 da Academia Brasileira de Música.

 
 
 


 Escrito por nandarc às 17h44
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   Sobre Argos

Antes de tudo queria deixar claro o título do meu blog, alguns talvez conheçam a história mitológica de Argos e talvez outros não. Então só vou dar um deixa sobre ele e depois começar Argos Panoptes, na Mitologia Grega, era um gigante de cem olhos designado por Hera a guardar Io, a amante de Zeus que ela havia transformado em uma novilha. Mais tarde, Zeus enviou Hermes para libertar Io. Os olhos de Argos estavam sempre atentos - enquanto 50 dormiam, os outros 50 vigiavam. É, portanto, o símbolo da eterna vigilância. É isso aí. O intuito do blog é basicamente esse: até que ponto estamos sendo capazes de vigiar a nossas próprias atitudes e organizações. É crítico? Pondero; mas é realista. Vou buscar imparcialidade em lidar com os temas para não transparecer tão bruscamente os meus ideais, e espero que seja de interesse razoável. Antes de qualquer outra mensagem, vou colocar aqui a idéia que me fez criar o blog: "Após as grandes vitórias gregas, atenienses, contra o império persa, houve um triunfo político da democracia, como acontece todas as vezes que o povo sente, de repente, a sua força. E visto que o domínio pessoal, em tal regime, depende da capacidade de conquistar o povo pela persuasão, compreende-se a importância que, em situação semelhante, devia ter a oratória e, por conseguinte, os mestres de eloqüência. Os sofistas, sequiosos de conquistar fama e riqueza no mundo, tornaram-se mestres de eloqüência, de retórica, ensinando aos homens ávidos de poder político a maneira de consegui-lo. Diversamente dos filósofos gregos em geral, o ensinamento dos sofistas não era ideal, desinteressado, mas sobejamente retribuído. O conteúdo desse ensino abraçava todo o saber, a cultura, uma enciclopédia, não para si mesma, mas como meio para fins práticos e empíricos e, portanto, superficial." Às vezes fico pensando quando as pessoas tomarão como evidência de que toda e qualquer mudança depende de no mínimo consciência do mundo e nossas obrigações sociais? Até quando continuaremos a lutar contra nossos próprios desejos em virtude da falta de opção? As pessoas que conheci sempre me disseram que sou sonhadora e utópica demais, que a mudança que eu tanto prego, dependeriam não de um fato isolado, mas de uma mudança em tantos outros aspectos , e por mais que eu saiba de tudo isso, não perco a esperança de que as coisas vão mudar. Por exemplo, alterações na educação, automaticamente indicam mudanças no setor econômico e assim por diante, mas salvar as aparências acaba ficando mais caro do que um ajuste na base da pirâmide e por isso estamos assim. Então o que nos falta, não a todos evidentemente, é a certeza de que temos o poder sobre nossas próprias decisões, só nos falta consciência de que esse é o nosso MAIOR DIREITO!

 Escrito por nandarc às 11h57
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BRASIL, Sudeste, Mulher, de 15 a 19 anos, Português, Francês, Livros, Política, Sociedade



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